O instrutor Paulo Mamulengo demonstra o uso dos personagens construídos
Cobrasde garrafa pet, borboletas de papel de radiografia, sapos de espuma... Osprimeiros bonecos do curso de mamulengos começam a tomar forma e chamam aatenção da garotada que visita o Jardim Botânico de Manaus.
Reunidos
no galpão próximo à entrada das trilhas, os alunos usam sucata como matéria
prima para recriar animais amazônicos. Na última quarta-feira (19), por
exemplo, a estudante de serviço social, Valdelice, estava empenhada em fazer
nascer uma ave de uma garrafa de refrigerante.
"É
muito bom, eu não podia imaginar que daqui podia sair o bico de uma ave",
contou apontando para a garrafa em suas mãos.
A
jovem afirma que pretende usar o que está aprendendo em seu trabalho.
"Pretendo trabalhar em escolas e posso fazer oficinas de fantoches com as
crianças. O curso também está me ajudando a perder um pouco da timidez."

Na
mesa ao lado de onde Valdelice trabalhava, outros alunos criavam pequenas
borboletas usando papel de radiografia, ou "papel de pulmão", como
prefere Paulo Mamulengo, instrutor do curso.
"Pode
não parecer muita coisa assim, as borboletas soltas, mas depois vamos pintá-las
e prender cada uma com um arame. Imagine 200 borboletas coloridas juntas, balançando?
Dará um belo efeito", diz o artista.
A
julgar pela empolgação das crianças que brincavam no Jardim, Paulo não precisa
se preocupar, as borboletas já são um sucesso.

Meninas visitantes do JB de Manaus brincam com borboletas feitas de papel de radiografias antigas
19/05/2013
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