Dendropsophus minutus, que pertence à família Hylidae • Foto Vanessa Gama / Musa

Dendropsophus minutus • Foto Vanessa Gama / Musa

Em plena estação chuvosa na Amazônia, eles aproveitam a alta umidade e a maior disponibilidade de corpos d’água para se reproduzir. Mas para alcançar esse objetivo, os machos precisam fazer verdadeiras “serenatas” para as fêmeas, que escolhem qual sortudo fertilizará seus ovos pela intensidade do canto.

Dezenas de machos dessa espécie se juntam em grandes coros na disputa pelas fêmeas. O som é tão intenso que pode ser ouvido de longe. Após a cópula, continua a cantoria. Elas, então, depositam seus ovos sobre plantas que emergem de corpos d’água. Após a eclosão dos ovos, as larvas caem na água, onde continuam seu desenvolvimento.

Estamos falando do Dendropsophus minutus, uma espécie de sapo arborícola e noturna pertencente à família Hylidae, que ocorre em quase toda a América do Sul, sendo comum em áreas abertas ou até mesmo urbanizadas.

A diferença entre macho e fêmea se dá pela presença de uma mancha em forma de ampulheta no dorso do macho. Pelo pequeno tamanho (aproximadamente 3 cm) é uma espécie frequentemente predada por aranhas, que atacam principalmente os jovens e machos em atividade de canto.

Pesquisas apontam que os machos de D. minutus cantam mais rápido na presença de outros machos, o que mostra uma verdadeira disputa por território sonoro, que poderá garantir ao vencedor o acasalamento, pois as fêmeas preferem os machos mais ativos no coro.

Quer saber mais sobre a vida desse pequeno “cantor”? Visite a exposição Sapos, peixes e musgos, no Musa Jardim Botânico. A exposição ocupa tenda de 300m2 no meio da floresta e conta com elementos apresentados ao vivo na própria floresta, como briófitas e áreas de nidificação de sapos, em consonância com o projeto conceitual do Musa.

Nessa época do ano, você pode até ver esse pequeno animal bem de perto, na Trilha dos Sapos. A trilha é a possibilidade de ver, ao vivo, o que está exposto nos painéis e instalações da exposição. Assim, após a visita à exposição e com a ajuda dos monitores do Musa, você pode percorrer a trilha, seguindo 10 pontos onde são explicados comportamentos, ambientes e outros aspectos interessantes não apenas de nosso pequeno cantor, mas de diferentes espécies de sapos.