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Morador da Cidade de Deus, o vigilante Moisés Oliveira do Nascimento, 38 anos, passou a manhã do último domingo, 15, no Museu da Amazônia. Ele, que conhecia apenas a exposição Peixe e Gente, desta vez conheceu as trilhas, o viveiro de orquídeas e bromélias e, principalmente, a Torre de Observação. Depois da subida, disse não ter palavras para explicar o que via. “Como explicar? Não tenho palavras. Aqui em cima, a gente se sente com a alma lavada. Vou querer voltar aqui muitas e muitas vezes”, resumiu.

Moisés veio com a mulher, Maria Célia Custódio, que disse jamais imaginar que teria uma experiência desse tipo. “A gente vive no corre-corre do dia a dia e nem imagina o paraíso que é isso aqui”, disse observando a cidade e a floresta ao redor.

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Na base da torre, os visitantes receberam orientações para garantir uma subida segura e confortável. O casal e o restante do grupo ouviram atentamente as instruções da monitora Larissa Rodrigues. Para evitar acidentes, não levar objetos nas mãos; limpar os pés antes da subida, para evitar que detritos da sola do calçado caiam nos olhos de quem vem abaixo; subir lentamente, apoiar sempre no corrimão e informar qualquer tipo de desconforto.

Alertados pela monitora, já na primeira plataforma, a 14 metros de altura, os visitantes puderam perceber a diferença de temperatura, uma brisa leve e, ainda, a presença de um visitante ilustre, um colorido lagarto “morador” de uma árvore bem próxima à torre. De acordo com o Guia de lagartos da Reserva Ducke, publicado pelo PPbio/Inpa, o lagarto é da espécie Uracentron azureum azureum, da família Iguanidae, subfamília Tropidurinae.

Lagarto-verde-de-cauda-espinhosa (Uracentron azureum • Foto Rubenaldo Ferreira / Musa

Uracentron azureum azureum • Foto Rubenaldo Ferreira / Musa

Na segunda plataforma, a 28 metros, a diferença de temperatura é mais nítida, assim como o verde das árvores ao redor. Nesta altura já é possível perceber a cidade ao fundo. Mais um lance de degraus e os visitantes chegaram ao topo da torre. “Vale a pena o esforço”, resumiu Moisés. Ele avaliou que a subida, realizada sem pressa, é agradável e segura.

Financiada com recursos do Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a torre foi concebida para ser uma plataforma de contemplação, mas também de estudos sobre o microclima, fauna e flora em diferentes níveis da floresta.

16/06/2014