Caracterização estrutural das cinzas
de caraipé (Licania octandra)

Palestrante: Daniela Menegon Trichês

Segundo a autora, a execução de artefatos em argila é um aspecto presente na maioria das comunidades indígenas brasileiras. Para redução da plasticidade e evitar que a argila “estale” no calor, os índios empregam cinzas da casca de caraipé. Foi constatado que essa cinza, quando adicionada à argila, confere a esta propriedades refratárias superiores a outros aditivos utilizados na indústria de refratários.

Barro_60349_ex

Neste sentido, resume, “estamos caracterizando estruturalmente a cinza de caraipé a fim de verificar quais componentes a mesma possui e, dentre estes, qual (ou quais) confere(m) à argila uma melhor propriedade refratária. Esta caracterização é feita usando técnicas de difração de raios X, método de Rietveld e ensaios térmicos”.

Daniela Menegon Trichês é graduada em Física (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Tem mestrado em Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (1997) e doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais (2009) sendo que parte do doutoramento foi realizado na Université Pierre et Marie Curie – Paris VI, França (2007). Atualmente é professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Tem experiência na área de Física da matéria condensada, com ênfase em caracterização de materiais por difração de raios X, método de Rietveld, fotoacústica, EXAFS, espectroscopia Raman, atuando principalmente nos seguintes temas: mechanical alloying, nanomateriais, materiais amorfos, materiais termoelétricos, estrutura cristalina, estudo de materiais sob altas pressões usando célula de diamantes.