O tempo seco faz redobrar os cuidados com as plantas no viveiro de orquídeas e bromélias do Musa, principalmente por conta de duas “hóspedes” que em breve estarão exibindo suas flores: a Braemia vittata, ou orquídea-chocolate e a Cattleya eldorado, também famosa por sua beleza e aroma agradável.

“Elas estão na fase de pré-floração”, diz a monitora Polyana Marcião, do Musa. A orquídea-chocolate deve abrir o botão no início de novembro. A partir daí, os visitantes do local terão cerca de duas semanas para admirá-la e sentir o aroma característico da flor.

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“Vou voltar quando a flor abrir. Sabia que existia uma flor com cheiro de chocolate, mas não sabia que era uma orquídea”, disse a estudante Ana Carolina, de 12 anos, que foi ao Musa junto com os colegas de 7ª série de uma escola particular de Manaus. “Foi muito divertido. As trilhas, as árvores, os cipós. Vi uma borboleta incrivelmente azul. Adorei o passeio”, resumiu.

Para Izabele da Silva, de 14 anos, o assunto era novidade. “Nem sabia que existia, muito interessante”, disse, observando o botão da orquídea, cuja espécie ocorre na floresta de terra firme, várzea e igapó, mas apenas na Amazônia. O nome científico Braemia vittata, do gênero Braemia Jenny, é uma homenagem ao botânico belga Guido J. Braem.

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Outra espécie prestes a exibir o apogeu de sua beleza é a Cattleya eldorado. O botão deve abrir em cinco dias e a flor é mais resistente: dura até três semanas. Para quem gosta de sentir o aroma das flores, uma dica: o horário ideal para visitação é pela manhã, quando o cheiro da flor é mais intenso.

O gênero Cattleya foi proposto por John Lindley em 1821, com nome em homenagem a William Cattley, orquidófilo inglês. Comum nas áreas de campina da região amazônica, a orquídea é conhecida pela garganta do labelo amarelo, cor de ouro, daí o nome científico.

23/09/2014

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Orquídea-chocolate (Braemia vittata)