No dia 17/10, Jocimar Leal, técnico operacional do Museu da Amazônia, avistou, em uma palmeira, um ninho de beija-flor-de-rabo-branco, Phaethomis superciliosus, contendo dois ovos. O período de incubação deste passarinho é de cerca de 15 dias.

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O ninho, construído com líquens e teia de aranha, localiza-se no final de folíolos da palmeira, na parte de baixo da folha, sendo esta uma característica deste gênero de beija-flores. Esta estratégia promove um bom esconderijo e protege o ninho da chuva e do sol. Mesmo aparentemente pequeno, à medida que os filhotes crescem, o ninho se expande para acomodar os filhotes mais desenvolvidos. Poucos dias após o ninho ser encontrado, os filhotes nasceram e foram alimentados com insetos regurgitados pela mãe.

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Com o passar do tempo e com a alimentação fornecida pela mãe os filhotes cresceram e ganharam força. E no dia 10/11 eles partiram em silêncio para sua primeira aventura: voaram para dar continuidade ao ciclo da vida.

Texto Marina Maximiano / Musa • 19/11/2014
Fotos Vanessa Gama / Musa