Foto Vanessa Gama / Musa

Foto Vanessa Gama / Musa

Durante o mês de novembro a equipe do Museu da Amazônia acompanhou o desenvolvimento de girinos até a completa metamorfose. Estes pequenos sapos
são do gênero Phyllomedusa e o Musa abriga quatro espécies deste gênero:
Phylomedusa bicolorP. tarsiusP. tomopternaP. vaillanti. Estas espécies são noturnas, arborícolas e depositam seus ovos em massas gelatinosas dentro de folhas dobradas que pendem sobre poças d’água. Após a eclosão dos ovos, os girinos caem nas poças e completam todo seu desenvolvimento dentro delas, fase chamada de metamorfose.

Os girinos são as larvas dos sapos e a maioria deles se alimenta por filtração, ou seja, retira partículas de alimento que estão suspensas na água. Alguns conseguem raspar as superfícies de folhas e rochas, de onde retiram o sustento. Também existem girinos carnívoros, que possuem uma boca grande com um bico afiado, permitindo se alimentarem de camarões ou de outros girinos. Durante a metamorfose os girinos respiram através de brânquias e da pele, já na fase adulta os sapos respiram através dos pulmões e da pele. A metamorfose consiste em uma mudança que vai além da aparência: o comportamento e a forma de interagir com o ambiente também se alteram.

Podemos observar na imagem que inicialmente o girino se assemelha a um peixe, sua cauda auxilia na natação e gradativamente é reabsorvida. Os membros posteriores se desenvolvem e em seguida os membros anteriores. Quando os pulmões do girino estão totalmente formados, o animal passa a respirar ar atmosférico e permanece nas margens da poça. Após o término da metamorfose o animal é muito parecido com um adulto, porém ainda é pequeno.

Texto Fernanda Meirelles e Lizane Melo / Musa • 05/01/2015