Foi registrado no Laboratório experimental de borboletas do Museu da Amazônia o nascimento da borboleta Tigridia acesta, uma borboleta pertencente à superfamília Papilionoidea, família Nymphalidae, subfamília Nymphalinae. De asa fechada, a disposição das cores dessa borboleta assemelha-se às de uma zebra. É uma espécie com ampla distribuição, sendo encontrada no Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Costa Rica e México. Na área do Musa, pode ser facilmente vista no bosque e sub-bosque da floresta, já que tem preferência por áreas parcialmente ensolaradas. Costuma ficar pousada de cabeça para baixo em áreas úmidas, como troncos de árvores. O macho e fêmea são muito semelhantes, portanto  para reconhecimento do sexo é necessário uma observação detalhada.

As lagartas de Tigridia acesta alimentam-se das folhas de plantas popularmente conhecidas como embaúbas. Estas plantas, chamadas de planta-hospedeira, são pertencentes à família Cecropiaceae e Sapindaceae (por exemplo: Cecropia obtusifoliaCecropia sp., Pourouma bicolorPourouma sp., Paullinia fibrigera). A planta-hospedeira possui grande importância no ciclo de vida das borboletas, pois é nesta planta que elas colocam seus ovos. Esses darão origem às lagartas que se alimentarão desta mesma planta até chegarem a fase de pupas, e em alguns dias nascerão as borboletas. E o ciclo se reinicia: o ovo, a lagarta, a pupa e a borboleta.

Texto Thainá Knights / Musa • 14/01/2015