O signo da Tucandeira no ritual Sateré-Mawé

Palestrante: Joelma Monteiro de Carvalho (UEA)

Joelma Monteiro de Carvalho apresenta um recorte da pesquisa intitulada “Ritual da Tucandeira da etnia Sateré-Mawé: língua, memória e tradição cultural”, que faz parte do Programa de Pós-Graduação em Letras e Artes da Universidade do Estado do Amazonas. Trata-se de uma investigação de cunho etnográfico e etnolinguistico, que analisa à luz da Semiótica das Culturas, a representação sígnica da formiga tucandeira, no contexto do Ritual da Tucandeira. Esse é um rito de passagem da cultura Sateré-Mawé, que marca a transição da fase de criança para a fase adulta.

Objetiva-se comparar o referido ritual realizado pelos índios citadinos em Manaus com os que residem em terras indígenas (TI), nas regiões dos rios Andirá e Marau, pertencentes aos municípios de Barreirinha e de Maués, respectivamente.

Os dados foram coletados por meio de entrevistas gravadas e transcritas. Dentre os elementos que compõem o ritual a formiga tucandeira é a principal figura. Seu nome significa “aquela que fere muito” e a ela se agregam vários significados no contexto cultural. Desta forma, busca-se analisar e compreender o valor sígnico deste elemento, no contexto enunciativo da festa que marca o ritual de iniciação Sateré-Maué.