Amazônia, sempre

Palestrante: Neide Gondim (UFAM)

A Amazônia emerge, na atualidade, ainda amalgamada por visões formatadas no Medievo, recolhidas no Renascimento, tematizadas pelo Iluminismo voltaireano, romanticamente cristianizadas, dilaceradas pelo capitalismo. Mitificada, foi o humus marioandradiano modernista  e, imediatamente acusada no processo maniqueísta de inspiração naturalista. Sua natureza é ficcionalizada. Praticamente composta de mato e água, ocasionalmente o nativo demonizado ou piedosamente retratado, é incluído no quadro efênico/infernismo. Ainda é, muitas vezes, um intruso no processo de invenção da Amazônia.

Curriculum vitae sumário
Mestrado em Teoria Literária. PUC, RS, 1982
Doutorado em Comunicação e Semiótica: Literaturas. PUC, SP, 1992

Publicações
“A bolsa amarela: uma interpretação psicanalítica”. Letras de Hoje, n° 43. Porto Alegre, 1981.
A invenção da Amazônia. São Paulo: Marco Zero, 1994. 2. ed. Manaus: Valer, 2007 (esgotado).
Simá, Beiradão e Galvez, imperador do Acre. Ficção e História. Manaus: Edua, 1996 (esgotado).
“Do paleolítico ao moderno: Mad Maria”. Intertextos, n° 1, Manaus, 1998.
“A Amazônia de Jules Verne”. Leituras da Amazônia, n° 1. Manaus/Valer, Grenoble/ Capes-Copercub, 1998-1999.
“O Nacional e Regional na prosa de ficção do Amazonas”. Leituras da Amazônia, n° 2. Manaus/Edua Grenoble/Stendhal/Valer, 2002.
A contribuição portuguesa para a literatura do Amazonas. Oliveira de Azeméis/Calouste Gulbenkian, Manaus/Governo do Estado do Amazonas 2005.

Outros
Jurada do Prêmio Jabuti 2002 e 2003.
Jurada membro do colégio Eleitoral do Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira, 1997.