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Sapos, rãs e pererecas (Amphibia: Anura)
Os desbravadores de novas terras, em roupagem camuflada

Assim como os invertebrados que conhecemos, os anfíbios Anura (sem cauda/rabo) também se utilizam da camuflagem. Com exceção de uma espécie da Mata Atlântica, que também se alimenta de pequenos frutos (Xenohyla truncata), todos os sapos, rãs e pererecas são predadores, e engolem qualquer pequeno animal que caiba em sua boca. O pequeno sapo-cururu ou sapo-folha (Rhinella proboscideus, figura C) é uma espécie bastante comum no folhiço do solo da floresta, e se camufla por meio da sua coloração críptica (uma coloração discreta, “que se esconde”). Já o sapo-aru ou também sapo-folha (Pipa pipa, figura D), é uma espécie totalmente aquática, que  apresenta camuflagem tanto no formato do corpo como comportamental. Se o sapo-aru está na superfície e algo se aproxima, ele se deixa cair até o fundo, como uma folha morta afundando e quando no folhiço do fundo, pronto para a próxima refeição ou se escondendo, permanece imóvel até que sua presa se aproxime (pequenos peixes, minhocas e girinos) ou que o predador se afaste.

Texto: Felipe Bittioli R. Gomes / Musa • 02/04/2015
Foto C: Felipe Bittioli R. Gomes / Musa; foto D: Vanessa Gama / Musa