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Lagarto-verde-de-cauda-espinhosa (Uracentron azureum azureum) • Felipe Bittioli R. Gomes / Musa

A floresta amazônica fornece aos seus habitantes os mais variados locais para passarem a vida, seja no meio do denso folhiço do solo, na vegetação média do sub-bosque ou nas copas que atingem mais de 40 metros de altura. Em cada um desses estratos existem subdivisões, os chamados nichos ecológicos. Na copa das árvores, alguns animais vivem nos galhos, outros nas folhas, e outros em pequenas fendas, cada um em um nicho. A dificuldade de acesso às copas torna o estudo de alguns organismos bastante complicados, e a existência da torre de observação do Musa (com 42 metros de altura) pode auxiliar na solução deste problema.

Um exemplo de organismo pouco conhecido pela ciência é o lagarto-verde-de-cauda-espinhosa da copa (Uracentron azureum azureum). Em meados de 2014, um indivíduo desta espécie foi observado numa árvore bem ao lado do segundo patamar da torre. Ele foi registrado durante vários meses no mesmo local, em um buraco no galho da árvore. Infelizmente ele sumiu, tendo sido possivelmente predado, deixando seu “nicho” vago. Para nossa surpresa, nossa monitora Pollyana Marcião, durante visita com um grupo de turistas à torre, registrou um novo morador. O novo lagartinho está no mesmo local que o antigo, entretanto, este novo residente é menor, sendo possivelmente mais novo que o anterior. As observações continuam, sendo possível registrá-lo somente com a cabeça para fora durante o início da manhã e completamente fora da toca quanto o sol esta mais alto e ele aproveita para se esquentar! Aproveite para conhecê-lo!

Texto Felipe Bittioli R. Gomes / Musa • 24/04/2015