Gestão de recursos hídricos na alta montanha tropical

Palestrante: Dimas Acevedo (Universidade dos Andes, Mérida, Venezuela)

A agricultura nos andes venezuelanos está concentrada principalmente nos bolsões secos dos vales intermontanos, onde o recurso hídrico é escasso e os eventos de precipitação têm padrão estacional. As mudanças e transformações nos modos de produção para uma agricultura cada vez mais intensiva e com alta demanda de água, o incremento de áreas destinadas ao cultivo irruptivo dos modos convencionais de produção (por exemplo: alho, morango e variedades de batata branca), o avanço da fronteira agrícola e da pecuária exógena que ameaça as áreas de captação da bacia a níveis atitudinais cada vez maiores são fatores que geram verdadeiros conflitos sociais e econômicos por este recurso natural (ou bem comum/ coletivo). Portanto, como é possível planejar o incremento do conhecimento eco-hidrológico e o empoderamento por parte dos camponeses (“parameros”) deste serviço ecossistêmico que, por direito natural, pertence a eles e do qual depende sua produção para sobrevivência e bem-estar?

O estudo de caso foi realizado com conselhos de irrigação (por sociedade civil organizada) da comunidade de Mixteque, no estado de Mérida, Venezuela. Esta microbacia da ravina de Miguaguó é um afluente do rio Chama, na bacia hidrográfica do Sul do lago de Maracaibo.