Conhecido popularmente como pirarara, termo tupi que significa pirapeixe + arara e faz referência à coloração das penas das araras vermelhas, uma vez que as suas nadadeiras possuem cores avermelhadas.

A pirarara, cujo nome científico é Phractocephalus hemiliopteus, pertence ao grupo dos bagres (Ordem Siluriformes) e à família Pimelodidae, na qual estão inseridos outros peixes bastante conhecidos na região amazônica como o surubim, o jaú, entre outros que não possuem escamas e sim uma pele nua (ou couro), livre de escamas, típico da família.

Pode alcançar cerca de 1,50m de comprimento e pesar aproximadamente 60 kg, sendo considerado um dos gigantes da Amazônia. Este tamanho é responsável por vários mitos ou lendas contadas pelos ribeirinhos e indígenas da região. É um animal extremamente forte, que habita o fundo dos rios e lagos, sendo mais ativo durante o dia, principalmente para buscar alimentos como pequenos peixes, caranguejos, etc. Por habitar lugares com pouca ou nenhuma luminosidade, dificultando bastante a visão, a pirarara desenvolveu um sistema sensorial muito eficaz com o auxilio dos barbilhões, situados nas maxilas superior e inferior, podendo perceber movimentos e até sinais do campo elétrico de outros peixes. No período de reprodução podem fecundar cerca de 300 mil ovócitos.

Texto Jhomaxon Gonçalves / Musa • 05/10/2015

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