Não podia ser mais abrangente o tema da primeira exposição do Musa (2010-2012). Na extensão de mais de dez quilômetros do encontro das águas pretas do rio Negro e das barrentas do Solimões vivem animais, plantas, pessoas, e repousam, parte ainda inexplorada, vestígios das civilizações que povoaram essa parte da Amazônia. Como o homem costuma fazer ao longo dos séculos no desenvolvimento das civilizações, é próximo ao leito dos rios que as comunidades se agasalham, se desenvolvem e reproduzem. Ao redor daquele encontro, se misturam e se misturaram um resumo do que é a região.

A área de confluência dos rios Negro e Solimões testemunha o encontro — e o desencontro — entre povos em diferentes momentos no passado. As peças arqueológicas exibidas na exposição foram encontradas nos arredores da região onde acontece o encontro das águas, e demonstram a presença humana na Amazônia há mais de nove mil anos, muito antes do que os cientistas pensavam até então.

Mas há mais para se conhecer do encontro das águas: a riqueza da vida aquática, representada por peixes como jaraquis, sarapós e poraquês, e por macrófitas, vegetais que se encarregam de levar a vida microscópica entre um rio e outro; a riqueza da vida indígena na Manaus de hoje e sua visão do simbolismo do encontro das águas.

A primeira montagem da exposição foi no stand do Musa no evento da 61ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), realizada de 12 a 17 de julho de 2009 no campus da UFAM na cidade de Manaus, Amazonas.

Catálogo da exposição