Apesar de não possuírem pernas, as serpentes são capazes de se locomover no chão da floresta, areia, sob as árvores e até mesmo na água. Tudo isso graças à flexibilidade e extensão de sua coluna vertebral, complexa musculatura, pele e disposição das escamas. As formas como esses animais se locomovem estão associadas a sua morfologia, modos de predação e tipos de substratos que utilizam. Existem basicamente quatro tipos de locomoção de serpentes.

SERPENTINA

É a forma de deslocamento mais comum das serpentes. O animal se locomove por ciclos de contrações musculares em lados opostos da coluna vertebral, curvando seu corpo em formato de “S”. Essas curvas seguem a direção da cabeça para a cauda.

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CONCERTINA

Quando o animal se encontra em locais estreitos (como tocas de roedores) que não permitem movimentos de locomoção serpentina, ele pressiona várias alças nas paredes do local e posteriormente estende seu corpo, impulsionando-se para a frente.

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RETILÍNEA

Serpentes grandes se movimentam em linha reta e lentamente. Contrações musculares na parte ventral formam ondas na pele que percorrem todo o corpo desde a cabeça até a cauda, puxando o animal para a frente ou para cima. Algumas espécies utilizam esse tipo de locomoção quando pretendem capturar suas presas.

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ALÇAS LATERAIS

Para se deslocar em substratos como areia, a serpente eleva seu corpo em alças e apoia somente dois ou três pontos no solo. As alças são impulsionadas para a frente e os pontos de contato com o solo são alternados, possibilitando o deslizamento do animal para os lados. Esse tipo de locomoção evita o contato prolongado com a areia quente, que pode causar ferimentos.

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Desenhos Roberto Suárez / Musa