As serpentes trocam de pele periodicamente, o que possibilita seu crescimento, renova a pele danificada pelo atrito com as superfícies por onde passa, remove ectoparasitas e melhora sua comunicação química.

A pele das serpentes é recoberta por escamas de queratina resistentes e pouco elásticas, que têm principalmente a função de impedir a desidratação desses animais. Uma nova camada de queratina é produzida abaixo da antiga, e com o acúmulo de fluidos entre a velha e a nova camada, os olhos da serpente tornam-se opacos, prejudicando sua visão e tornando-a mais suscetível a predadores. A parte superficial da pele antiga começa a se soltar pela ponta do focinho e a serpente atrita o corpo contra uma superfície áspera para remover a pele inteiramente. A nova pele apresenta cores bem vivas, ressaltando os desenhos característicos de cada espécie.

Os intervalos entre as mudas de pele dependem de fatores como idade, crescimento, alimentação, saúde e condições climáticas (umidade e temperatura). É importante ressaltar que as serpentes têm um crescimento interminável, sendo mais rápido quando jovens e lento quando adultas. Portanto, os animais jovens fazem as mudas com mais frequência.