Aruanã (Osteoglossum bicirrhosum) . Foto Vanessa Gama/Musa

Aruanã (Osteoglossum bicirrhosum) • Foto Vanessa Gama/Musa

Muitos são os mistérios ainda guardados pelos rios amazônicos, o que faz deste ambiente um lugar fascinante e único no planeta. Alguns destes segredos estão gradativamente sendo desvendados pelo homem, como é o caso dos aruanãs.

São conhecidas duas espécies de aruanãs amazônicos: Aruanã-branca (Osteoglossum bicirrhosum) e Aruanã-preta (O.ferreirai), que pertencem ao mesmo grupo do pirarucu (ordem Osteoglossiformes) por terem como uma das características a língua formada por osso. Podem alcançar cerca de um metro de comprimento com um corpo bastante largo e apresentam um par de barbilhões na região frontal da maxila inferior, que os auxiliam na captura de águas mais aeradas próximas à superfície.

No período de reprodução, são os machos que cuidam da prole, guardando os ovos e depois os filhotes na própria boca por até três meses. Entre as características dos aruanãs há uma bem diferente e intrigante: eles conseguem “caçar seu alimento fora d’água”, realizando saltos que alcançam até dois metros de altura, fato que rendeu um dos seus nomes comuns na região amazônica: macaco-d’água.

Texto Jhomaxon de Souza Gonçalves/Musa • 17/02/2016

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