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Nesta terça-feira (3/9) um grupo de pesquisadores esteve no Museu da Amazônia para fazer a extração do veneno de oito jararacas-do-norte (Bothrops atrox). O serpentário do Musa é um criadouro científico de animais peçonhentos da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT/HVD). O trabalho foi uma das etapas do projeto de pesquisa de pós-doutorado da bióloga Valéria Mourão de Moura , supervisionado pelo Dr. Wuelton Marcelo Monteiro, do Centro de Pesquisa Clínica em Envenenamento por Animais (CEPCLAM/FMT).

Para extração dos venenos foi confeccionada uma caixa especial com gelo seco onde, uma a uma, as serpentes foram colocadas sob uma proteção. O gelo seco é capaz de anestesiar o animal num curto período. A extração de veneno foi feita pelo pesquisador Hipócrates de Menezes Chalkidis da Universidade da Amazônia (Unama) de Santarém (PA), com acompanhamento do responsável pela manutenção das serpentes no Musa, o veterinário Anselmo d’Affonseca.

O objetivo da pesquisa é verificar se os venenos das serpentes do Amazonas têm composição e atividades biológicas semelhantes aos de B. atrox coletadas em outros estados, como Pará. Além disso, avaliar o poder neutralizante do antibotrópico frente às ações do veneno. As informações geradas por esse estudo poderão fornecer subsídios para o conhecimento do Acidente Ofídico causado por B. atrox, bem como a correlação das toxinas presentes no veneno e seus efeitos induzidos nos pacientes do Amazonas.

 

Imagens: Reprodução TV EmTempo