Uma fêmea da aranha papa-moscas, descrita pela primeira vez
em 1872, foi a atração da primeira Trilha Noturna especial
“Noite dos Aracnídeos”

Uma aranha papa-moscas (Chinoscopus gracilis) foi encontrada durante a primeira edição da Trilha Noturna Especial “Noite dos Aracnídeos” no Museu da Amazônia (Musa), na sexta-feira (11/9). Segundo o zoólogo, especialista em aracnídeos e pesquisador do Musa Thiago Carvalho, a fêmea de Chinoscopus, descrita pela primeira vez em 1872 pelo aracnólogo polonês Wladyslaw Taczanowski, é um animal raro, dificilmente visto; e foi a atração durante a atividade. Ainda segundo Thiago, entre os aracnídeos, há outros organismos além das aranhas.

Aranha papa-moscas (Chinoscopus gracilis) • Foto Valter Calheiros

“Os aracnídeos, de forma geral, não apenas as aranhas são organismos que fazem parte de um grupo bastante antigo de animais. De fato, eles estão entre os animais atuais, descendente dos mais antigos que a gente conhece, no caso, os trilobitas. E alguns ainda tem vestígio de segmentação, que é algo que surgiu a milhões de anos atrás. E não apenas isso, de forma geral, os aracnídeos tem comportamentos interessantíssimos com relação a defesa, predação, ao namoro e cópula, detalhes diferentes dos que estamos acostumados, um outro mundo, em grande parte, em miniatura, por serem tão pequenos”, disse.

Além da aranha rara, outros aracnídeos foram identificados durante a trilha, como o Opilião, em que a espécie ainda está em processo de descrição, e segundo o zoólogo, pode ser considerada uma espécie nova pra ciência, e é do gênero Cynorta, família Cosmetidae.

Amblipígio (Heterophrynus longicornis) • Foto Valter Calheiros

Outro achado foi o amblipígio, não também não é aranha. “O amblipígio chama-se ‘Heterophrynus longicornis‘, descrito pela primeira vez pelo entomologista e aracnólogo inglês Arthur Gardiner Butler em 1873″, destacou.

Texto original: Portal Amazônia